Viagem

Tudo sobre a Tailândia: 13 coisas que descobrimos viajando por Phuket, Phi Phi e Bangkok

Tudo sobre a Tailândia: 13 coisas que descobrimos viajando por Phuket, Phi Phi e Bangkok

Chegamos na Tailândia direto da China.

Já tínhamos três semanas de Ásia no corpo — a Grande Muralha do Firewall, o hot pot impossível de Chongqing, os pandas de Chengdu. Achávamos que estávamos prontos para qualquer coisa.

A Tailândia tem seu próprio conjunto de surpresas.

Algumas são maravilhosas: praias que parecem render imaginadas, ilhas com ruas tão estreitas que você encontra as mesmas pessoas de dez em dez minutos, templos dourados que aparecem no meio de um caos urbano que não para nunca. Outras são lições práticas sobre como funciona um país que vive inteiramente do turismo — e o que isso significa para quem chega sem saber das regras não escritas.

Este artigo é o que gostaríamos de ter lido antes de embarcar. Sem romantizar, sem omitir o que é desconfortável de contar.

1. O país vive do turismo — e isso tem dois lados

A Tailândia recebe mais de 30 milhões de turistas por ano. Isso cria infraestrutura boa, pessoas acostumadas com estrangeiros e facilidade logística que outros países da Ásia não têm.

Mas cria também uma cultura onde o turista é, antes de qualquer coisa, uma fonte de receita. Em Phuket especialmente — e em menor grau em Phi Phi e Bangkok — você vai perceber isso em praticamente toda interação comercial.

Táxi que cobra o triplo sem taxímetro. Passeio vendido por agência que custa metade do preço se você negocia diretamente com o barqueiro. Entrada "obrigatória" para lugares que têm acesso gratuito ao lado. Moto alugada com aviso de que "se a polícia parar, vai custar".

Não é golpe no sentido criminoso — é um sistema estabelecido que funciona porque a maioria dos turistas não questiona. Questione. Pesquise preço antes de contratar. Busque alternativas locais. E sorria durante a negociação, porque grosseria não funciona em lugar nenhum da Tailândia.

2.Dinheiro: o erro que cometemos e como evitar

Viemos da China — onde tudo é pago por QR Code via Alipay — com a mentalidade de que cartão e pagamento digital resolveriam a maioria das situações.

Não resolvem na Tailândia. Phuket, especialmente, funciona em dinheiro físico para a grande maioria das transações: praças de alimentação, mercados de rua, tuk-tuks, barqueiros, muitos restaurantes locais e — surpreendentemente — algumas lojas em shoppings.

Tem caixas eletrônicos em toda esquina. O problema: todos cobram uma taxa fixa de 250 baht por saque, independente do valor sacado.

No começo, sem saber disso, sacamos 1.000 baht — o suficiente para dois ou três dias de gastos pequenos. Pagamos 250 baht de taxa em cima de 1.000. Uma taxa de 25% efetiva. Absurdo.

A lógica correta: saque uma quantia grande de uma vez — o equivalente a uma semana ou mais de gastos previstos. Os 250 baht de taxa diluídos sobre 5.000 ou 10.000 baht são irrelevantes. Diluídos sobre 1.000 são um erro caro.

Recomendação prática:

  • Use cartão Wise ou Revolut para o saque — câmbio no rate real, sem spread de banco

  • Saque uma quantidade que dure pelo menos 5 a 7 dias de uma vez

  • Guarde parte em local seguro no hotel — não ande com todo o dinheiro

  • Tenha o cartão como backup para hotéis e estabelecimentos maiores que aceitam

👉 Criar conta Wise gratuita antes de embarcar →

3. Aluguel de motos — cuidado e se organize antes da viagem

Se pretende alugar moto na Tailândia, considere fazer a PID (Permissão Internacional para Dirigir).
Em Phuket e Phi Phi vimos muitos turistas sendo parados em blitz policiais, principalmente estrangeiros pilotando scooter. A multa costuma girar em torno de 1.000 baht para quem não possui a habilitação internacional adequada para moto.

Nós mesmos acabamos passando por isso, mas já sabíamos do risco antes de alugar, inclusive porque muitas locadoras avisam sobre as fiscalizações frequentes. Mesmo assim, muita gente prefere correr o risco pela praticidade e pelo baixo custo do aluguel das scooters na Tailândia.

4. Phuket é grande — muito maior do que o mapa sugere

Phuket é a maior ilha da Tailândia — maior do que muita gente imagina antes de chegar. Tem aeroporto próprio, shoppings, hospitais, universidade. Não é uma ilhota de pescadores.

Isso significa que "ficar em Phuket" pode significar coisas muito diferentes dependendo de onde você se hospeda. Patong é movimentada, barulhenta e cheia de vida noturna. Kata e Karon são mais tranquilas e familiares. Kamala e Surin têm vibe mais sofisticada. Rawai fica no sul, mais local e menos turística.

Escolha a região antes de escolher o hotel — porque mudar de praia todo dia consome tempo e dinheiro de transporte.

5. Freedom Beach tem entrada gratuita — e ninguém te conta isso

Freedom Beach é uma das praias mais bonitas de Phuket. Fica numa baía fechada com águas claras e vegetação ao redor — o tipo de lugar que aparece em todo feed de viagem da Tailândia.

Ela tem duas entradas. A principal — onde todo tuk-tuk e táxi vai te deixar — cobra entrada. A segunda entrada fica logo ao lado, antes do portão pago, e é gratuita. A trilha é praticamente igual às duas: inclinada, um pouco difícil, mas curta. A vista lá de cima compensa.

O que ninguém mostra nas fotos: a praia tem lixo. Não uma quantidade pequena — tem lixo de quiosque empilhado em cantos, embalagens pela areia, resíduos que ficam porque ninguém gerencia com responsabilidade. A cobrança de entrada não reverte em conservação visível.

Vale ir pela beleza natural. Só vá sem a expectativa de paraíso intocado que as fotos vendem.

6. Moto alugada sem carteira internacional vai custar propina

Alugar moto é a forma mais prática de explorar Phuket — as distâncias entre praias são grandes e o Grab nem sempre está disponível em horários de pico.

O problema: na Tailândia, motos são convencionais (não elétricas como na China) e exigem carteira de habilitação internacional para serem alugadas legalmente. A maioria das locadoras aluga mesmo sem — mas te avisa, com toda a naturalidade do mundo, que "se a polícia parar, vai custar".

E a polícia para. Não porque você fez algo errado — porque eles ficam posicionados estrategicamente nos cruzamentos entre praias e abordam todos os estrangeiros, sem exceção. É um esquema conhecido, estabelecido e aceito como parte do funcionamento local. Nos pararam e cobraram 1.000 baht de propina. Pagamos, seguimos em frente.

Se você tem carteira internacional: ótimo, alugue sem preocupação. Se não tem: saiba que o custo real da moto inclui a propina provável no cálculo.

💡 Para não depender de táxi ou moto: o Grab funciona bem em Phuket e é a opção mais previsível em custo. Tenha eSIM com dados funcionando para usar o app sem depender do Wi-Fi do hotel.

👉 Ver planos de eSIM para Tailândia no Airalo →

7. Para ir de Phuket a Phi Phi, compare preços em duas plataformas

O ferry e o speedboat entre Phuket e Phi Phi saem de alguns piers diferentes — e os preços variam mais do que você imagina dependendo de onde você compra.

Usamos o 12go para a ida e descobrimos depois que o Trip.com tinha os mesmos serviços por preços diferentes para a volta. Em alguns trechos a diferença foi significativa.

A recomendação prática: pesquise os dois antes de comprar. Leva cinco minutos e pode economizar o suficiente para uma refeição a mais na ilha.

👉 Buscar ferrys e passeios pelo 12go →
👉 Buscar ferrys e passeios pelo Trip.com →

8. Em Phi Phi, escolha hospedagem no centro da ilha — não no "tranquilo"

Phi Phi Don (a ilha habitada) é pequena — sem carros, sem motos, só ruas de pedra estreitas. A lógica de "hotel mais afastado, mais tranquilo" que funciona em outras cidades não funciona aqui.

Erramos nesse ponto: reservamos um hotel numa área mais isolada da ilha pensando em sossego. O que não sabíamos é que "isolado em Phi Phi" significa trilha de pedra e mato de 40 minutos até o centro, sem internet no quarto, e companhia garantida de macacos que moram na floresta ao redor.

Os macacos foram a parte divertida. O resto não foi.

Fique no centro da ilha. A distância para qualquer coisa é pequena quando você está no lugar certo — e grande quando não está.

Quer o roteiro completo com todos os erros que cometemos — e como evitá-los?

Na Comunidade Jornada de Ouro você tem acesso aos nossos roteiros reais por Phuket, Phi Phi e Bangkok — com onde ficamos, o que funcionou, o que mudaríamos e os custos detalhados dia a dia. Tudo que não cabe num artigo.

9. Passeio de barco em Phi Phi: feche direto com o barqueiro

A maioria das agências na ilha vende pacotes de passeio de barco — Maya Bay, Monkey Beach, ilhas ao redor. São organizados, têm horário fixo e funcionam bem.

Mas se você quer flexibilidade e economia, a alternativa é fechar diretamente com os barqueiros locais. Você define os pontos que quer visitar, o horário e a duração — e paga geralmente metade do preço de um pacote de agência.

A estratégia que funciona: no final da tarde, vá até a praia e converse com os barqueiros que estão voltando dos passeios do dia. Combine o roteiro e o preço para o dia seguinte de manhã cedo — quando o mar está mais calmo e os pontos turísticos menos cheios.

10. Kayak para Monkey Beach parece fácil — não é

Alugar kayak em Phi Phi e remar até Monkey Beach e Nui Beach parece uma ótima ideia. Muita gente faz, o trajeto parece curto no mapa, e o preço do aluguel é baixo.

A realidade: o mar aberto entre a ilha e as praias tem corrente. Com dois remando e sem experiência, há momentos em que a sensação é de estar parado — ou indo para trás. Chegamos achando que íamos virar em alto mar.

Chegamos. Foi divertido. Mas foi bem mais difícil do que parecia.

Se for fazer: use protetor solar de hora em hora sem falta. Fomos em abril — sol e calor intensos, e mesmo com protetor constante ficamos queimados depois de algumas horas em mar aberto. O sol no Sudeste Asiático é de outra categoria.

11. O ônibus noturno de Phuket para Bangkok é muito melhor do que parece

Quando decidimos ir para Bangkok, a opção mais óbvia seria voo — rápido, direto, caro. A outra opção: ônibus noturno.

Compramos pelo 12go e foi uma das melhores surpresas logísticas da viagem. Os ônibus noturnos tailandeses são confortáveis de verdade — assentos reclináveis com muito espaço para as pernas, cobertor, lanche simples servido a bordo. Você embarca, dorme, e acorda em Bangkok. Nenhuma hora de aeroporto, nenhum check-in, nenhum custo de transfer.

Chegamos na rodoviária de Bangkok de manhã cedo e pegamos um ônibus local até o hotel por uma fração do custo de táxi. Bangkok tem trânsito caótico — o transporte local (BTS Skytrain, metrô, ônibus com ar-condicionado) é mais rápido e muito mais barato do que ficar de táxi o tempo inteiro.

👉 Buscar ônibus noturnos Phuket–Bangkok no 12go →

12. Bangkok é melhor no final da tarde e à noite

Bangkok em abril tem calor que paralisa. Sair para conhecer templos ao meio-dia é uma experiência de resistência física mais do que de turismo.

A cidade muda completamente depois das 17h. A temperatura cai para algo suportável, as ruas ganham vida diferente, os mercados noturnos abrem, os templos ficam iluminados de um jeito que a fotografia de dia não consegue capturar.

Planeje as visitas aos templos para o final da tarde. Reserve as manhãs para descanso, trabalho ou shoppings com ar-condicionado. Bangkok à noite é outra cidade — muito melhor.

13. O barco no canal custa 20 baht e chega nos templos

Para chegar na região central de Bangkok — Wat Arun, Wat Pho, Grand Palace — a maioria dos turistas vai de táxi ou tuk-tuk e paga valores que variam muito dependendo da negociação.

A alternativa: barco pelo canal por 20 baht. Os canais de Bangkok têm um sistema de transporte público fluvial que é rápido, barato e passa por pontos turísticos centrais. Saindo da nossa área (Ratchathewi), chegamos na região dos templos pagando menos do que um café.

Não tem indicação turística óbvia — é o transporte que os locais usam. Vale pesquisar o pier mais próximo do seu hotel antes de sair.

Resumo: o que fazer antes de embarcar para a Tailândia

  • Baixar o Grab (transporte) e o 12go ou Trip.com (ferrys e ônibus)

  • Contratar eSIM antes de embarcar — Grab, mapas e comunicação dependem de dados

  • Pesquisar a região certa de Phuket para o seu estilo de viagem

  • Reservar hotel no centro de Phi Phi Don — não nas bordas da ilha

  • Levar ou comprar protetor solar FPS alto — o sol do Sudeste Asiático é intenso

  • Ter baht em espécie para situações de mercado, barqueiro e propina improvável

  • Baixar mapas offline das cidades — o Grab ajuda, mas offline é o plano B

  • Comparar preços de ferry em 12go e Trip.com antes de comprar

👉 Quer o checklist em PDF para salvar ou imprimir? Baixe gratuitamente →

A Tailândia vale a pena?

Sim. Com contexto.

É um destino que entrega muito: praias extraordinárias, comida de rua incrível, templos que param o tempo, custo acessível quando você sabe como navegar o sistema. Mas é também um destino que exige atenção — para não pagar mais do que precisa, para não escolher o hotel errado na ilha pequena, para não sair de moto sem carteira e ser surpreendido.

Leia também

Escrito com base em quatro semanas viajando pela Tailândia em abril de 2026 — Phuket (Patong), Ilha de Phi Phi e Bangkok. Todos os valores, situações e opiniões são reais.

Os custos detalhados — na nossa planilha

Todos os gastos reais da viagem à Tailândia — hospedagem, transporte, alimentação, passeios, ferry, ônibus noturno — estão organizados na nossa planilha de custos por país.

Se você está planejando a viagem e quer números reais como base — não estimativas genéricas da internet — é lá que estão.

Na Comunidade Jornada de Ouro você tem acesso à planilha completa da Tailândia, da China e de todos os países que visitamos, além de roteiros detalhados, relatório financeiro mensal e muito mais.

Acompanhe a gente nas redes sociais.

A Jornada continua no seu e-mail.

Receba nossos relatos de viagem, aprendizados e novidades da Jornada de Ouro diretamente no seu e-mail.

Ao se inscrever, você concorda com nossa Política de Privacidade e autoriza o recebimento de atualizações da nossa empresa.

© 2026 A Jornada de Ouro. Todos os direitos reservados.

Acompanhe a gente nas redes sociais.

A Jornada continua no seu e-mail.

Receba nossos relatos de viagem, aprendizados e novidades da Jornada de Ouro diretamente no seu e-mail.

© 2026 A Jornada de Ouro todos direitos reservados

Acompanhe a gente nas redes sociais.

A Jornada continua no seu e-mail.

Receba nossos relatos de viagem, aprendizados e novidades da Jornada de Ouro diretamente no seu e-mail.

Ao se inscrever, você concorda com nossa Política de Privacidade e autoriza o recebimento de atualizações da nossa empresa.

© 2026 A Jornada de Ouro. Todos os direitos reservados.

google.com, pub-6489348890990191, DIRECT, f08c47fec0942fa0